O Que é

O que é o CNUC – o Congresso acontece desde 2000, e é um encontro que serve para reavaliar a trajetória e os desafios dos ministérios alternativos que atuam no Brasil. Com o intuito de atender as demandas diversas no país o Congresso se reveza anualmente acontecendo em Estados diferentes.

HISTÓRICO//

O primeiro CNUC foi realizado em 2000, no Rio de Janeiro, surgindo a partir do desejo gerado no coração de alguns irmãos que identificaram a necessidade de mapear, conhecer e, conseqüentemente, fortalecer a unidade dos ministérios diversos que atuavam com as chamadas "tribos urbanas" no Brasil.

O resultado do primeiro CNUC gerou sementes que viriam a germinar três anos depois, em 2003, quando acontece o segundo encontro, em Vitória, no Espírito Santo, recuperando a partir daí a seqüência de encontros que viriam nos anos seguintes.

Na origem e início de construção e trajetória do CNUC, tiveram papel importante ministérios como a Comunidade S8 e Metanóia, do Rio de Janeiro, a Comunidade Caverna de Adulão, de BH, Milícia, de Vitória, entre outros.

CRONOLOGIA//

2000 – Sítio da Comunidade S8, Marambaia, Rio de Janeiro.
2003 – Barra do Jucu, Vitória, Espírito Santo.
2004 – Base da JOCUM, Contagem, Minas Gerais.
2005 – Palmas, Tocantins.
2007 – Votorantim, São Paulo.
2008 – Seminário Batista, Recife, Pernambuco.
2009 – Curitiba, Paraná.

CNUC 2010//

Em 2010, o CNUC volta a acontecer no Rio de Janeiro. Este ano, o Encontro será inserido dentro do AJUNTAMENTO DAS TRIBOS 2010. De sua primeira edição, em 2000, até hoje, o CNUC vem tentando ajudar a ministérios alternativos, preocupados com a linguagem permanentemente flexível das tribos urbanas das grandes cidades brasileiras a se reciclarem, rediscutirem suas abordagens, avaliarem erros e acertos e discernirem a direção de Deus para lidarem com esta geração.

Não obstante, o ritmo do Congresso enfrentou os desafios naturais de acompanhar a velocidade das mudanças culturais que envolvem as chamadas tribos urbanas. Nesta trajetória de tempo, muitos ministérios surgiram, e destes, muitos ficaram pelo caminho, impossibilitados de seguir adiante, acometidos por fragilidades diversas.

Na última edição do CNUC, realizada em Curitiba em 2009, líderes de vários ministérios representados resolveram fazer uma reavaliação do papel e força representativa do Congresso, e assim pensaram na formação de uma comissão, formada por cinco integrantes, de cinco Estados diferentes, que juntos decidiram agregar a edição 2010 do CNUC ao AJUNTAMENTO DAS TRIBOS, de maneira que a consolidação do Encontro anual no Rio de Janeiro seja um canal de reestruturação do Congresso deste ano.

Desta maneira, AJUNTAMENTO DAS TRIBOS e CNUC estão este ano sob o mesmo tema e eixos temáticos, compartilhando palestras, e viabilizando encontros para compartilhar idéias, experiências e novos rumos entre as lideranças presentes.


UMA REFLEXÃO SOBRE O CNUC

Completando 10 anos, desde a sua primeira edição em 2000, o CNUC deste ano vai empreender uma reflexão, uma autocrítica quanto o seu papel agregador junto aos ministérios alternativos espalhados pelo Brasil. Ter acesso aos mais diversos ministérios existentes, dar visibilidade e ouvir pequenos ministérios, alguns recém surgidos, ser acessível para jovens lideranças que têm, com recursos próprios e muito ímpeto e criatividade, se esforçado em muitos aspectos para não permanecerem sozinhos. Neste desafio de reflexão, a avaliação de nossa trajetória também nos aponta fragilidades que inevitavelmente somaram para que muitos esforços ficassem pelo caminho:

a) O isolamento de alguns ministérios – trabalhar sozinho, sem parceria, sem respaldo ou qualquer tipo de cobertura ou em unidade, minaram, em muitos aspectos, o avanço de muitos irmãos;

b) Descontinuidade – imaginar-se como ministério único, inovador, desvinculado de toda uma história que reconheça o esforço de movimentos evangélicos antigos, ou mesmo a conversão junto a igreja onde se deu os primeiros passos no evangelho é uma porta para a arrogância e o distanciamento. Muitos ministérios não se reconheciam como parte da mesma história cristã, mas uma ruptura, algo que deveria ter sido pensado antes e a igreja não fez;

c) Crítica cega contra a instituição – a crítica leviana a instituição, indiscriminadamente, gerou ministérios feridos com muitas igrejas e incapazes de reconhecer os esforços sinceros de muitas delas, através inclusive de suas lideranças, para estabelecer uma instituição saudável e capaz de fazer a diferença. Decretar a "falência" da Igreja, muitas vezes, acabou por prejudicar a aproximação a possibilidade de uma caminhada comum.

d) Líderes com pouca trajetória e estrutura – a formação de um novo ministério, muitas vezes só atendeu ao capricho de alguns líderes (as vezes muito jovens, mas as vezes nem tão jovens assim), que insatisfeito com suas congregações ou comunidades, persuadiam muitas outras "ovelhas", unidas pela identidade, a formar um outro projeto de missões urbanas;